RegTech

O que é uma RegTech?

Um relatório do Boston Consulting Group mostrou que a quantidade de mudanças regulatórias cresceu, entre 2011 e 2017, em uma média de 200 alterações em escala global, e desde a época as normas regulatórias continuam aumentando em todos os setores da economia.

Nesse cenário surgiram as RegTechs, startups que tem como base a tecnologia para auxiliar as empresas em suas políticas de compliance. Quando contratada, uma RegTech fica responsável pela adequação da empresa às regulações e normas internas e externas. Utilizando tecnologia fazem um acompanhamento de todas as mudanças regulatórias que afetam à instituição e administram os processos internos que precisam ser ajustados.

O termo RegTech surgiu em 2015 no Reino Unido, quando o órgão regulador Financial Conduct Authority percebeu que depois da crise financeira de 2008, as empresas precisariam lidar com grandes processos regulatórios para atender a padrões mais altos. A instituição entendeu que para permitir uma concorrência efetiva e promover a inovação, deveria apoiar startups que desenvolviam tecnologias para ajudar as empresas a gerenciar melhor os requisitos regulatórios e reduzir os custos de compliance.

Uma sigla que significa Regulatory Technology, em português Tecnologia Reguladora, uma RegTech faz uso de novas tecnologias para facilitar o fornecimento de diversos requisitos regulatórios, de forma ágil, fácil de integrar, segura e econômica e tem como objetivo simplificar e otimizar processos como compliance, gerenciamento de riscos, relatórios e gerenciamento de dados.

Algumas das características chaves dessas startups são:

  • Velocidade;
  • Fácil integração com outros sistemas já implantados na empresa;
  • Automação de processos;
  • Report & Analytics.

Hoje portanto, com a automação de processos, armazenamento em nuvem, inteligência artificial, machine learning, blockchain e big data, essas startups tornam possível que as empresas sejam proativas em relação às regulações, tenham uma maior eficiência operacional, uma redução de custo, melhoram a transparência da instituição como um todo, além de:

  • Gerenciar e antecipar riscos;
  • Melhorar processos;
  • Obter insights;
  • Reforçar a segurança de dados;
  • Permitir um foco dos profissionais da empresa em funções mais analíticas e menos operacionais;
  • Aumentar a confiança de investidores, gestores, fornecedores e colaboradores.