Internet das Coisas

Internet das Coisas ou Internet de Todas as Coisas?

De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 54% das empresas pesquisadas que adotaram de uma a três tecnologias digitais na produção registraram lucro igual ou superior ao período pré-pandemia, ficando sete pontos percentuais acima do registrado pela indústria analógica. E a Internet das Coisas faz parte dessas tecnologias.

Dia 1º de janeiro de 2021 entrou em vigor no Brasil uma lei de incentivo à Internet das Coisas, que permite a conexão de itens usados no dia a dia, como eletrodomésticos, à rede mundial de computadores. E é exatamente sobre isso que a IoT trata, dispositivos conectados à internet e que conversam entre si, através de sensores inteligentes e softwares que transmitem dados para uma rede.

O termo em inglês, Internet of Things (IoT), foi citado pela primeira vez pelo diretor-executivo do Massachussets Institute of Technology (MIT) Kevin Ashton, em 1999. De lá pra cá, o mercado dessas conexões tem crescido exponencialmente.

De acordo com dados da consultoria IDC,  até 2023, 70% das empresas executarão níveis variáveis de processamento de dados no IoT Edge, que é uma forma do IoT que otimiza o uso dos dispositivos eletrônicos que podem ser conectados à internet. De acordo com esses dados, as organizações gastarão mais de US$ 16 bilhões em infraestrutura IoT Edge nesse período.

O aumento do investimento na Internet das Coisas se dá graças à uma série de benefícios que a tecnologia traz ao mercado como eficiência e agilidades nas empresas, otimização de infraestrutura, automatização de processos, redução de custo, melhoria na experiência, maior produtividade, melhor comunicação e controle.

Com o crescimento do mercado, cresce também a preocupação e o investimento na segurança dele.  De acordo com um relatório da Million Insights, o mercado global de segurança de dispositivos de internet das coisas (IoT) deve atingir US$ 9,88 bilhões até 2025.

 

Exemplos de IoT:

  • Casas inteligentes
  • Lojas inteligentes
  • Logística de empresas (estoques, localização, integridade dos aparelhos)
  • Smartphones
  • Carros autônomos
  • Dispositivos vestíveis (alguns já têm a capacidade, por exemplo, de notificar um trabalhador sobre a presença de gases tóxicos em seu ambiente de trabalho)
  • Barcelona possui um sistema de irrigação de parques e jardins que por meio de sensores instalados no solo, são coletadas informações como umidade, salinidade, temperatura, velocidade do vento e vários outros fatores – inclusive previsão do tempo – que serão determinantes para definir a quantidade de água necessária para regar as plantas daquela localidade.
  • Em Dublin existem lixeiras alimentadas por energia solar e conectadas por meio de sistema wi-fi que avisam quando precisam ser esvaziadas por meio de mensagem de texto e e-mail.

 

Internet de Todas as Coisas (IoE)

Enquanto a Internet das Coisas se refere a dispositivos conectados entre si e à internet, o termo Internet de Todas as Coisas (Internet of Everything) abrange um pouco mais o conceito.

A IoE se refere não apenas aos objetos, mas aos dados gerados através dessa conexão, às pessoas que operam e gerenciam os aparelhos e dados, os processos que estão envolvidos diretamente com os dispositivos conectados e aos benefícios que todas essas conexões fornecem.